h1

“Se puderes olhar, vê. Se podes ver, repara.”

15/09/2008

Domingão… Dinah resolve cutucar as amigas pra fazer alguma coisa. Vamos pro cinema? VAMOS! A princípio a idéia era ver algum filme alegrinho e idiota pra não ter q pensar muito mas, o acaso nos fez ir ver um filme q até queríamos assistir mas, não hoje. Resultado: ao invés de saírmos deprimidas, saímos do cinema renovadas. Fazia tempo que não assistia a um filme tão bom!

Acho que poucos filmes mexeram comigo realmente. Não porque sou exigente demais mas, porque todos os filmes que me marcam geralmente são “um tapa na cara” ou “um soco no estômago”. Não é qualquer filme que tem esse poder.

“Ensaio sobre a cegueira” faz pensar sobre egoísmo e vida em sociedade, abordando o comportamento humano em ocasiões extremas. É leve, se comparado ao que o autor descreve em texto, mas o poder das imagens causa um grande impacto ao mostrar o comportamento contraditório do homem em situações-limite.

Com personagens sem nome, em uma cidade não identificada, o filme conta a história de uma população rapidamente atingida por uma doença que faz com que os contaminados vejam apenas um excesso de branco (A cegueira-branca). Conforme perdem o sentido da visão, as pessoas são isoladas em um sanatório abandonado, que mais parece uma prisão. Quando um oftalmologista (Mark Ruffallo) acorda sem enxergar ao ter se contaminado por um paciente (Yusuke Iseya – O primeiro homem cego) e precisa ser enviado à zona de quarentena, sua esposa (Julianne Moore) finge também ter sido infectada para acompanhá-lo. Por ser a única pessoa com a visão perfeita, ela passa a ser uma espécie de guia do seu grupo no local. Por causa da epidemia, as contradições dos trejeitos humanos e da vida em sociedade se revelam: oportunismo, crueldade e egoísmo convivem com o altruísmo, o senso de divisão e a fraternidade, ainda que um pouco disformes.

O filme é uma grande experiência visual. Na verdade, experiência de sentidos. Mexe com o coração, altera respiração. Como diz o cartaz: “Sua visão do mundo mudará completamente”. E, convenhamos… minha visão do mundo já vem mudando há algum tempo e esse filme ainda ajudou a avançar uns quilômetros a mais na frente.

Todo mundo devia assistir… mas nem todo mundo está preparado pra compreender.

Essa imagens abaixo, são imagens do filme… pra quem não viu, elas não vão significar absolutamente nada. No máximo, uma foto bonita! Mas pra mim é a tradução do quanto eu me identifiquei, hora com a mulher do médico, hora com os infectados…

O primeiro homem cego

A mulher do médico

“Se tu pudesses ver o que eu sou obrigada a ver, quererias estar cego…”

“…já éramos cegos no momento em que cegamos, o medo nos cegou, o medo nos fará continuar cegos.”

O rei da ala 3


“Levei a minha vida a olhar para dentro dos olhos das pessoas, é o único lugar do corpo onde talvez ainda exista uma alma, e se eles se perderam.”





“(…) A cegueira não se pega. A morte também não se pega, e apesar disso todos morremos.”

Veja o Trailer:

José Saramago comenta, emocionado, o filme Ensaio Sobre a Cegueira:

Título do post: Citado do “Livro dos conselhos”, de El-Rei Dom Duarte
Fonte: Revista Marie Clair

.shell-32x32

Espero que um dia os cegos se curem das suas respectivas cegueiras. Não sofram pelo que fizeram de ruim. Apenas considerem como parte do aprendizado.

Anúncios

One comment

  1. eu nao vi o filme ainda, mas se for tao bom quanto o livro, será realmente fantastico!!!



Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: