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A criança interior

21/09/2008

Não, eu não pirei na batatinha nem comi cogumelo estragado.

Tava lendo a matéria de capa da revista Vida Simples do mês passado e achei ótima! Incorporei, fia! Fazer o quê? Agora faço o que me dá na telha e, com o incentivo de Felicia (minha auto-estima porralouca e sem noção) eu saio por aí fazendo tudo que tenho vontade como uma criança trelosa.

Eu sou linda e louca! Tenho vontade de sair pulando feito um potrinho no campo! É… e ontem eu fiz o que deu na telha e, sabe… acordei ótima! Algumas loucuras que não machucam ninguém, não ferem ninguém nem vão alterar os rumos da humanidade são ótimas de vez em quando. Principalmente no meu caso.

Se uma história perdeu o rumo, eu não me preocupo. É só reescrever. A história se perdeu mesmo, não tem mais como achar, então não vai nem adiantar procurar. Pra que perder tempo com isso se, baseada nessa história, eu posso aprimorar e escrever uma outra bem mais interessante? A vantagem é que a nova versão vai ser bem melhor!

O que é felicidade? Tá aí uma perguntinha difícil mas, se um ET chegasse na Terra e pedisse q eu resumisse “felicidade” numa só cena, eu diria que felicidade é correr pela beira da praia molhando todo o vestido de água do mar no fim da tarde e depois cair sentada na areia morrendo de rir de tudo.

É fazer o que tem vontade, sem maldades e sentir essa alegria profundamente percorrendo cada célula do seu corpo. É fantástico!

Isso é felicidade pra mim.

Inocência, frescor, brincadeira, leveza, corpo, emoção, curiosidade, criatividade, senso de aventura e liberdade.

Não tem dinheiro no meio, tem? Também não tem segurança e estabilidade, tem? E esses momentos não dependem de nada nem de ninguém. Muito menos de condições especiais, de pré-requisitos, ou de como a vida deve ou não deve ser, essa mania de gente adulta.

Viver é simples e ser feliz também é simples. As pessoas é que complicam. E eu prefiro pequenas alegrias com coisas simples do que grandes alegrias de fogos de artifício que são lindas de doer mas duram pouquíssimo tempo!

Hoje eu dou valor às pequenas coisas, aos pequenos mimos, às pequenas lembranças, aos pequenos carinhos.

Prefiro uma conchinha do mar a um anel de brilhantes. Prefiro um bombom de chocolate num dia comum do que um super ramalhete de rosas vermelhas no dia dos namorados. Prefiro um bilhete inesperado perdido entre as páginas de um livro do que uma super carta de amor com mil palavras difíceis e descrições arrebatadoras de felicidades. Prefiro um beijo no olho antes de acordar do que um beijo cinematográfico no meio de um lugar cheio de gente.

“Se estiver na praia, comece a catar conchinhas ou a fazer desenhos na areia; se estiver no jardim, brinque com o cachorro, observe com atenção formigas, passarinhos e borboletas. Sempre que puder estar com crianças de verdade, misture-se a elas e deixe de ser adulto. Deite-se no gramado, como uma criança pequena aproveitando o quentinho do sol. Corra pelado, como a meninada faria. No banheiro, em frente ao espelho, faça careta, ou, quando estiver na banheira, jogue água para cima, brinque com patos de plásticos ou barquinhos. As possibilidades são infinitas. O mais importante é esquecer-se da sua idade. Tudo isso é necessário para conectá-lo outra vez com sua infância. Você tem que regredir, chegar ao fundo das memórias, porque as coisas só podem ser mudadas se atingirmos suas raízes.” (Osho)

Depois de brincar como criança não há quem fique sem aquele sorrisão no rosto. mesmo fisicamente exaustos a vida parece tão boa e generosa que nos dá muita vontade de realizar coisas, amar as pessoas e ser feliz.

Fonte: Revista Vida Simples
Texto: Liane Alves

Tou saindo rumo ao País das Maravilhas para uma viagem espiritual, renovadora e de desintoxicação de maus pensamentos. No meio do caminho irei passar pela Lacuna Inc. para apagar algumas lembranças indesejáveis e espero que funcione. Me falaram que o tratamento é muito bom e eficiente embora ainda não tenha sido aprimorado. Algumas lembranças podem voltar como um filme estranho e o que apagamos pode também voltar, de uma outra forma, a fazer parte da nossa vida mas… enfim… é um risco que se corre.

Quando eu voltar, assumo isso aqui novamente. Por enquanto a Estelinha mantém a ordem no galinheiro, ou melhor, no gatil. Apesar de sua educação quase oriental ela, às vezes, mete o nariz onde não deve. Fiquem de olho nela.


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Videozinho de música que agora é como a “minha música”.

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One comment

  1. Isso ae guria!!!! fazer oq temos vontade sem reprimir sentimentos é td de bom! Espero q a partir de agora essas pequenas coisas sejam fonte inesgotavel de prazer ..:p.



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