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Fracasso (parte 1)

23/09/2008


Texto de Eugenio Mussak

Para começo de conversa, quem nunca experimentou o gosto do fracasso, das duas, uma: ou nunca fez nada na vida e, portanto, jamais se submeteu à possibilidade do fracasso, ou é um super-homem infalível. Sinceramente, nesse caso eu acreditaria mais na primeira hipótese.

Ninguém é infalível, portanto todos estamos expostos à possibilidade do insucesso, e ele aparecerá, acredite, porque está escondido em alguma curva do tempo. É só aguardar. Por outro lado, o fracasso eventual é até útil, pois faz parte do processo de crescimento, aprendizado e aprimoramento pessoal. Ouso dizer que até sinto pena de quem nunca fracassou, pois perdeu uma excelente oportunidade de se transformar para melhor. Mas, claro, vamos examinar esse tema com mais cuidado, para que não pareça que estou fazendo apologia do fracasso.

É muito oportuno, por exemplo, lembrar sempre que você será julgado menos por seus fracassos e mais pelo que você faz com eles. As biografias que interessam, aquelas que ensinam alguma coisa útil ao leitor, costumam não acobertar os insucessos do biografado. Até dão certa ênfase ao assunto, pois o fracasso que antecede o sucesso tem o poder de dar a este um toque de charme. Conta-se, por exemplo, que Thomas Edison teria feito cerca de mil tentativas fracassadas antes de inventar a lâmpada. E a cada experiência sem êxito ele dizia: “Ótimo. Acabei de inventar mais um jeito de não fazer a lâmpada”. E, claro, capitalizava o aprendizado

Pessoas como o inventor americano são dotadas da auto-estima saudável que lhes permite absorver a pancada do fracasso e da autoconfiança que os leva a tentar de novo. Elas aceitam o julgamento alheio, mas obedecem mesmo é o próprio julgamento. Ninguém, a não ser a própria pessoa, conhece todas as variáveis que interferiram no processo que a levou a não atingir seu objetivo.

Fracasso representa um fato e significa o mau êxito do mesmo, mas também é o nome que se dá a um sentimento, aquele peso que se percebe no peito quando algo não vai bem e nos culpamos por isso. São fenômenos correlatos, mas independentes. Você pode ter tido um tremendo insucesso e não se culpar por isso, olhar para a frente, utilizar o acontecido como aprendizado e partir para outra. Da mesma forma, você pode ter atingido o objetivo desejado, ser reconhecido por todos, mas conviver com a sensação de que algo está errado. Ou você poderia ter feito ainda melhor, ou o sucesso dependeu menos de você e mais da sorte, ou, ainda, você ganhou a batalha, mas era a batalha errada. O sentimento que deriva dos erros e dos acertos é, portanto, relativo. Repito, com a insistência dos chatos, mas também dos convictos: o que interessa é o que você faz depois. E, para isso, às vezes é preciso visitar o passado para verificar onde foi que a engrenagem do destino emperrou.

(continua…)

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One comment

  1. Exatamente o que eu falei só que com outras palavras. Eu seria uma bostinha se num fosse aquele pé na bunda, aquela depressão… Ele? Sei lá… Eu? Tô óteeema deixei gente comendo poeira… ih olha ele lá atrás engasgado! o.O hauaehuhauh
    bjo



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