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Fracasso (parte 2)

23/09/2008


Texto de Eugenio Mussak

A máquina do tempo

Há cerca de 20 anos, o cineasta Steven Spielberg, genial criador de trilogias, filmou o engraçado De Volta para o Futuro. Em cena, um protagonista especial: uma máquina do tempo em forma de automóvel. O jovem Marty McFly entra sem querer na geringonça no lugar de seu criador, o cientista Emmett Brown, e viaja para o passado, retrocedendo à época em que seus pais tinham sua idade. O resultado da aventura é hilário, mas o tema central é o esforço do jovem para não interferir no futuro.

Ele teme impedir seu próprio nascimento. Isso não acontece, mas ele não consegue não interferir de algum modo. Acaba mexendo no passado e termina por modificaro presente. A sorte é que a modificação é boa, e, quando volta do passado, sua vida e a de sua família tinham mudado para melhor. Coisas da cabeça fértil do Steve.

Pois é, a idéia da máquina do tempo, presente nesse filme, é bastante antiga, e – esse é o fato relevante – está ligada menos à curiosidade de conhecer o futuro e mais ao desejo de voltar ao passado com a finalidade de modificá-lo e, com isso, interferir no presente. Não é só o Spielberg que é maluco. E todos nós somos cineastas em potencial.

Tratar a experiência do sucesso e a do fracasso da mesma forma é sinal de maturidade

Quase todas as pessoas que se dizem seduzidas pela idéia de voltar no tempo estão motivadas para fazer alguma coisa que não fizeram ou para não fazer algo que se arrependeram de ter feito. “Ah, se eu pudesse voltar no tempo…”, dizem as titias que não casaram, os homens sérios que não aproveitaram a juventude, os pais que estragaram os filhos com mimos e excessos.

Voltar no tempo é uma fantasia divertida e útil, por estranho que pareça. E é útil porque nos obriga a refletir sobre o que gostaríamos de mudar em nossa jornada, portanto, em nós mesmos. A boa notícia é que, nesse sentido, a máquina do tempo já existe, é barata e acessível a todos nós: é nossa própria consciência. A percepção saudável da realidade permite que façamos uma conexão lúcida entre as experiências presentes e o significado do passado. Parece complexo? Não é tanto como parece, veremos.

(continua…)

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One comment

  1. Eu sei, doi, doi muito, eu ja passei, e vc lembra disso, marcela tb, mas um dia passa, eu sei tb que esse momento é só seu e a dor é só sua, e que vc vai fikar ai se perguntando se ele gosta ou não de vc, se aquela atitude foi ou não pra vc, mas só o tmepo vai dizer, entao espere o tempo passar, mas enquanto isso viva sua vida INDEPENDENTE da dele.

    DEIXA ELE LA NA CASA DE CACETE E SAIBA QUE AINDA N FALEI C ELE DEPOIS QUE SOUBE DISSO NUNCA PEGO ELE ON.
    BJAO E CALMA.

    forca mulher!
    DEUS N DA UM FARDO MAIOR QUE N POSSAMOS CARREGAR, NADA É POR ACASO.



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