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O vôo da Borboleta

12/03/2009

hibiscus

Eu parei de me destruir.
Se acontecer uma coisa ou outra, bem, sou humana e sou falha.
Aliás,eu admito que sou falha.
Nâo sou hipócrita e finjo que sou perfeitinha.
Não digo que sou perfeitinha e cuspo no prato que comia.

Tô faxinando a vizinhança.
Seu Jorge tá mais que certo:
¨(…)tem muita gente maluca me apurrinhando, enchendo meu saco(…)¨.
Não satisfeito, ele arremata,
mais que perfeito:
¨o que não falta é tatu pra me levar pro buraco¨.

Tô comemorando, do meu jeitinho
e nos meus espaços:
A volta de quem tinha ido,
A revelação de quem tem muitas caras para todos e nenhuma para si,
A surpresa de redescobrir velhos amigos,
O alívio de tirar a sujeira que tava embaixo do tapete,
De saber que amigo pode ser interestadual,
De acertar as contas com meus planos.

Descobri que uma única pessoa é capaz de fazer tanto bem,que ofusca o que parecia necessário e era superfluo.
Confirmei que certos retornos não são recomeços: é apenas voltar para o mesmo lugar onde a perfeição imperfeita (e, por isso, melhor) sempre esteve.
Aprendi que família, não importa onde, o porquê, o passado ou o presente, importa MUITO. Importa mais. Muitas vezes, É o que importa.
Que alguns se afastam para respirar. Outros, porque seu aproximar foi um engano. Os que regressam, são sempre bem-vindos ao lar.Os que não voltam, mostram a dignidade de se saberem não necessários.

Tenho saudadess de gente que conduzi por um ou dois passeios,
Vontade de gritar certas verdades,
Satisfação irônica de olhar os cegos dessa verdade se vangloriarem como donos da ¨verdadeira verdade¨,
Felicidade de ter sempre abraços aos quais posso retornar,
Um lugar só meu, onde posso olhar pro escuro e ver que sombras ainda me restam.
Uma vassoura sentimental, faxinando loucamente.

E a felicidade maior da borboleta que cresce:
saber alçar vôos seguros,
aprender a reconhecer aquilo que apenas parece acolhedor mas se trata de armadilha,
fazer vôos e pousos cada vez mais gratificantes.

Sempre borboleta.
E não vôo acima ou abaixo de ninguém:
vou na medida dos meus sonhos
e seguem-me os ¨meus¨ bons.caminho

Vanessa Figueiroa

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2 comentários

  1. adorei esse texto principalmente o fim “Sempre borboleta.
    E não vôo acima ou abaixo de ninguém:
    vou na medida dos meus sonhos
    e seguem-me os ¨meus¨ bons.”

    Uma faxina muitas vezes é um renovo!


  2. um dia quero poder falar isso!
    um dia em breve!

    =D

    bejocas, júlia!



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