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Juntando os caquinhos

23/06/2009

super

Às vezes eu fico me perguntando: Será que eu serei capaz de me apaixonar novamente? Será que eu serei capaz de amar alguém denovo? Assim… relacionamento homem+mulher, sabe? Hoje, me vejo no futuro, como uma solteirona com aversão à relacionamentos amorosos! Juro!

É que me tornei tão dura e incrédula que às vezes eu até duvido que o amor é possível. Não foi por falta de tentativa mas, hoje eu prefiro ficar só na minha do que tentar e acabar envolvendo quem não tem nada a ver com a história numa confusão que é só minha. Prefiro deixar as pessoas que acreditam “nessa tal felicidade” procurarem ela em alguém que possa dar isso a elas.

Aí hoje fiquei remexendo em coisas antigas… um livro querido, algumas fotos, um tigrinho de pelúcia, bilhetes, conchinhas… Ok! Deu saudade. Mesmo tentando esquecer esse tempo todo tudo que vivi, as coisas continuam quase que como intactas na cabeça. Mas e todo o resto? E a parte ruim da história? O que eu faço com isso?

Me pergunto também: Será que serei capaz de perdoar todo mal que me fizeram? E não foi pouco… nem mal que dê pra sair assim passando por cima… foi mal-punk, mal-mal… mal que não atingiu só a minha pessoa… mas foi. Coisa que até duvidaram, como duvidaram de tantas outras coisas… mas acabaram fazendo pior comigo. Foi um mal que (involuntário ou não) aconteceu e eu simplesmente não sei se eu serei capaz de perdoar, esquecer, abstrair… Ainda não consigo. E isso não tem nada a ver com orgulho ou teimosia. Tem mais a ver com trauma e mágoa.

Apontam o dedo pra gente mas esquecem que existem 3 dedos apontando pra si próprio. Acho que você já deve ter ouvido falar nessa metáfora de uma historinha budista… Pois bem…

Sabe quando se perde o respeito por alguém? Pronto… aí junta parder o respeito e a confiança. Então ferra tudo! Não sei se inventaram já uma cola mais poderosa que a Super Bonder, capaz de juntar os pedacinhos e deixar tudo intacto ou, pelo menos, com um formato agradável aos olhos e, com o qual, se possa conviver sem problemas pro resto da vida. Desejaria que sim. Que fosse possível.

Espero, de coração, que isso um dia tenha cura… hoje não consigo ver como mas acredito que exista sim uma luz no fim do túnel. E depois do túnel, um lugar legal onde tudo que foi vivido, de bom e de mal, faça apenas parte do caminho e sirva como um grande aprendizado. E que reste, pelo menos, tolerância, no final. As lágrimas e os sorrisos precisam ter significado.conchinha

Amar? Não sei se isso é amor mas eu sinto saudades, sinto falta e sinto muito carinho mas eu não consigo confiar nem respeitar mais.

Dinah Chershire

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3 comentários

  1. Você num tá sozinha nisso – tu sabe né ?
    Acabeeeei de passar por mais uma situação dessas, dessa vez mais forte, mais calejada, mas ainda assim é uma situação chata, irritante, dispensável e que mesmo com bons calos, ainda dói.
    Fica bem viu?
    Bj


  2. Não desista, colega blogueira… quem procura, acha! Temos que pensar assim, ter esperança de que nem todos os homens são iguais, de que um dia o cara certo vai aparecer… Amém!


  3. Assim espero, Ana… assim espero.



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