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O Imposto do Cupido

04/06/2011

Nos braços da minha amada
Sou um inventor de carinho
“Taqualmente” um bem-te-vi
Me mando um leite de vizinho
Eu chega fico alesado
Feito um bacorim mamado
Pro riba dos bacorinho

É aquele enganchamento
De perna, de boca e mão
Aquele agrado de coxa
É aquela alisação
E, se acaso, ela der sopa,
Descascadinha de roupa,
Vixe Maria, sei não!

O falar da minha amada
É aquele meio-tom
Aquela vozinha fofa
Que nem o talco Pom-Pom
Na orelha desse ouvido
É aquele sustenido
Fazendo cochicho bom

Meu peso sem gravidade
Me manera vento afora
Eu, em formato de doido,
Esqueço o dia e a hora
E se ela disser: “Menino!
Vambora fazer menino?”
Menino, eu, digo, vambora!

O imposto do cupido
Eu pago só o varejo
Aparecendo o fiscal
Declaro dois ou três beijos
E sonego o apurado
Chamego do furioso
Os fósforo que acende a chama
Palavreado de cama
Os apelido dengoso
Os meus saldos de balanço
“Corrochiado” em gracejos
E a viva “fiscaiada”
Se multar a minha amada
Tá multando meus desejos.

Jessier Quirino

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