Archive for the ‘Uncategorized’ Category

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Bichanos entram na moda e atacam de DJ

21/07/2011

Ser DJ está na moda. Artistas, modelos, esportistas, parece que todo mundo não quer perder a chance de assumir os pick-ups e mandar um som para a galera dançar. Não é mesmo?

Pois até três bichanos resolveram aderir à onda. Ainda filhotes, os felinos já praticam suas mixagens.

E eles até que levam jeito. Usam as patinhas para fazer os scratches, modular os graves e os agudos e aumentar o som.

Ficou curioso para saber o resultado dessa discotecagem?

Fonte: R7

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O Imposto do Cupido

04/06/2011

Nos braços da minha amada
Sou um inventor de carinho
“Taqualmente” um bem-te-vi
Me mando um leite de vizinho
Eu chega fico alesado
Feito um bacorim mamado
Pro riba dos bacorinho

É aquele enganchamento
De perna, de boca e mão
Aquele agrado de coxa
É aquela alisação
E, se acaso, ela der sopa,
Descascadinha de roupa,
Vixe Maria, sei não!

O falar da minha amada
É aquele meio-tom
Aquela vozinha fofa
Que nem o talco Pom-Pom
Na orelha desse ouvido
É aquele sustenido
Fazendo cochicho bom

Meu peso sem gravidade
Me manera vento afora
Eu, em formato de doido,
Esqueço o dia e a hora
E se ela disser: “Menino!
Vambora fazer menino?”
Menino, eu, digo, vambora!

O imposto do cupido
Eu pago só o varejo
Aparecendo o fiscal
Declaro dois ou três beijos
E sonego o apurado
Chamego do furioso
Os fósforo que acende a chama
Palavreado de cama
Os apelido dengoso
Os meus saldos de balanço
“Corrochiado” em gracejos
E a viva “fiscaiada”
Se multar a minha amada
Tá multando meus desejos.

Jessier Quirino

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Falso brilhante

03/05/2010

Sem muito tempo pra atualizar isso aqui. Vida profissional agitada e dar conta de 300 coisas ao mesmo tempo não é uma tarefa lá muito fácil. E agora que foi aberta a temporada de viagens da pessoa aqui, parece que as coisas vão apertar ainda mais. Não reclamo. Tou com a vidinha que eu desejei. Mas às vezes é preciso deixar certas emoções de lado e ser completamente fria e calculista. Isso é uma coisa que ainda tou aprendendo à duras penas… Business… business…

Você é jogado no meio dos leões e, ou você se move ou é engolido por eles e atropelado pelos elefantes… É meio louco, até assustador, mas é uma delícia!

Glamour às vezes enjoa um pouco, sério, as pessoas pensam que somos semi deuses quando temos a vida igualzinha à de todo mundo, apenas corremos mais e falamos com mais gente. Só isso. E eu não sou uma celebridade. Só circulo e articulo coisas no meio.

Algumas profissões têm mesmo seu glamour mas, garanto que, parte dele é só propaganda, marketing…

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Gaga dogs

13/04/2010

Eu aaaaaaaaaamo gatos mas esses cachorros fantasiados de Lady Gaga estão uma coisa!!!!

Será que os cachorrinhos da diva se vestiriam assim? Sacanagem com o pobre do cachorro…

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Amor é outra coisa

05/04/2010

O amor não é algo que o faz sair do chão e o transporta para lugares que você nunca viu. O nome disso é avião.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que você esconde dentro de si e não mostra para ninguém. Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala. O nome disso é bronquite asmática.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e o transforma em refém. Isso se chama sequestrador.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa. Isso se chama pombo com caganeira.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de casa quando bem entender. Isso se chama cachorro.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa cinza que lançou uma luz sobre ti, o levou para ver as estrelas e o trouxe de volta com algo dele dentro de você. Isso se chama alienígena.
O amor é outra coisa.

O amor não te deixa eternamente ligado a uma pessoa. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você. Isso se chama controle remoto da TV.
O amor é outra coisa.

O amor não faz você vestir as melhores roupas e sapatos. O nome disso é entrevista de emprego.
O amor é outra coisa.

O amor não nos faz perder a noção do tempo. O nome disso é horário de verão. O amor é outra coisa.

O amor não faz você chorar sem motivos. O nome disso é cebola. O amor é outra coisa.

O amor não te leva por caminhos tortuosos e te assusta de vez em quando. O nome disso é trem fantasma.
O amor é outra coisa.

O amor não te enche de flores. O nome disso é funeral. O amor é outra coisa.

O amor não renova suas energias e cura seus males. O nome disso é Cogumelo do Sol.
O amor é outra coisa.

O amor não faz você se sentir sempre acompanhado. O nome disso é encosto.
O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que o espreita todas as noites nas ruas escuras da cidade. O nome disso é Batman.
O amor é outra coisa.

O amor não dá um norte na sua vida. O nome disso é bússola. O amor é outra coisa.

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Minha vida num instante

21/03/2010

Quando eu dei por mim
Que não era mais só
Veio a nítida impressão
Da maior transformação
Esse amor me fez
Cruzar fronteira
Varrendo as pedras do caminho
Incendiando tudo com seu brilho
Tão fundo, tão forte,
Será desta vez verdadeiro o sonho?
Como não ouvir
Que o desejo chama
A lua vem falar mais alto
Do alto dessa noite
Quero me esquecer
Perto de você
Longe do insensato mundo
Incendeia tudo com seu brilho
Tão fundo, tão forte,
Será desta vez verdadeiro o sonho?
Toda a minha vida num instante
Revivi ao conhecer você
Por inteiro
Sem reserva, sem receio
Sensação sem volta
Nem freio; nem resposta
Por onde vai essa estrada
Chamada amor
Minha vida num instante
Revivi ao conhecer você
Ao conhecer você.


Guilherme Arantes

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Esperança

27/12/2009

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança…
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…


Mario Quintana

Texto extraído do livro “Nova Antologia Poética“, Editora Globo – São Paulo, 1998, pág. 118.