Posts Tagged ‘amizade’

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Demônio colorido

19/12/2009

Seus olhos ao invés de verdes
Deveriam ser vermelhos incandescentes
Na mão ao invés de uma rosa
Você deveria ter um tridente
Sua voz é tão suave
Quando deveria ser mais arrogante
Vadiando na minha cabeça
Não me deixa um só instante
Mas eu vou lhe guardar
Com a força de uma camisa
Me despir do pavor
Lhe chamar de amiga
24 horas por dia
Tentando o meu juizo
Foi unanimamente eleita
Meu Demônio Colorido


Sandra de Sá

Imagem: Larete Silvino

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Tá chegando a hora!

17/06/2009

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Hoje meus amigos prepararam uma surpresinha de aniversário antecipada (meu niver é só dia 25/06), com direito a espumante rosé. Amo! Ter amigos chiques, phinos e de bom gosto é outro nível! Feliz por ter amigos tão especiais, malucos e divertidos. Amo!

Antes, eu tinha passado no shopping pra resolver umas coisinhas e me dei de presente um DVD novo pra minha coleção de DVDs de Audrey Hepburn e duas botas cowboy. Ando impressionada com a minha destreza pra agstar dindin ultimamente. Quando a gente começa a ganhar bem e a ter uma vida “marromenos” o “custo benefício da coisas” torna as aquisições baratas ou caras, dependendo do quanto a gente precisa daquilo. Tinha estudado isso em Marketing mas nunca tinha me dado conta direito que também funcionava pra mim.

E as previsões astrológicas dizem que meus próximos dias serão maravilhosos com tentência a melhorar mais e mais! Oba! E não duvido nada! Sinto bons ares cada vez mais perto. E isso é ótimo!

Uma coisa é certa: neste período do seu aniversário, sua força pessoal se renova. Você está realmente com um poder maior para realizar seus desejos, intentos, interesses.

Pois é… certeza absoluta disso!

Sabe aquele lance de que “quando você quer alguma coisa, todo o universo conspira para que você realize o seu desejo“? Pronto. Verdade verdadeira!!!

Dinah Chershire

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Amigos

24/03/2009

Recebi essa tirinha de uma amiga por e-mail e achei tão bonitinho que resolvi postar.

amigos

Tou muito bem servida de amigos. Ainda bem.

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Simplesmente gatos

15/01/2009

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Bichos polêmicos sem o querer, porque sábios, mas inquietantes, talvez por isso… nada é mais incômodo que o silencioso bastar-se dos gatos. O só pedir a quem amam. O só amar a quem os merece.

O homem quer o bicho espojado, submisso, cheio de súplica, temor, reverência, obediência. O gato não satisfaz as necessidades doentias do amor. Só as saudáveis.

Lembrei, então, de dizer, dos gatos, o que a observação de alguns anos me deu. Quem sabe, talvez, ocorra o milagre de iluminar um coração a eles fechado?

Quem sabe, entendendo-os melhor, estabelece-se um grau de compreensão, uma possibilidade de luz e vida onde há ódio e temor? Quem sabe São Francisco de Assis não está por trás do Mago Merlin, soprando-me o artigo?

Já viu gato amestrado, de chapeuzinho ridículo, obedecendo às ordens de um pilantra que vive às custas dele? Não! Até o bondoso elefante veste saiote e dança a valsa no circo. O leal cachorro no fundo compreende as agruras do dono e faz a gentileza de ganhar a vida por ele. O leão e o tigre se amesquinham na jaula.

Gato não. Ele só aceita uma relação de independência e afeto. E como não cede ao homem, mesmo quando dele dependente, é chamado de arrogante, egoísta, safado, espertalhão ou falso.

“Falso”, porque não aceita a nossa falsidade com ele e só admite afeto com troca e respeito pela individualidade. O gato não gosta de alguém porque precisa gostar para se sentir melhor. Ele gosta pelo amor que lhe é próprio, que é dele e ele o dá se quiser.

O gato devolve ao homem a exata medida da relação que dele parte. Sábio e espelho. O gato é zen. O gato é Tao. Ele conhece o segredo da não-ação que não é inação. Nada pede a quem não o quer.

Exigente com quem ama, mas só depois de muito certificar-se. Não pede amor, mas se lhe dá, então ele exige. Sim, o gato não pede amor. Nem depende dele. Mas, quando o sente é capaz de amar muito. Discretamente, porém sem derramar-se. O gato é um italiano educado na Inglaterra. Sente como um italiano mas se comporta como um lorde inglês.

Quem não se relaciona bem com o próprio inconsciente não transa o gato. Ele aparece, então, como ameaça, porque representa essa relação precária do homem com o (próprio) mistério. O gato não se relaciona com a aparência do homem. Ele vê além, por dentro e pelo avesso. Relaciona-se com a essência.

Se o gesto de carinho é medroso ou substitui inaceitáveis (mas existentes) impulsos secretos de agressão, o gato sabe. E se defende do afago. A relação dele é com o que está oculto, guardado e nem nós queremos, sabemos ou podemos ver. Por isso, quando surge nele um ato de entrega, de subida no colo ou manifestação de afeto, é algo muito verdadeiro, que não pode ser desdenhado. É um gesto de confiança que honra quem o recebe, pois significa um julgamento.

O homem não sabe ver o gato, mas o gato sabe ver o homem. Se há desarmonia real ou latente, o gato sente. Se há solidão, ele sabe e atenua como pode (ele que enfrenta a própria solidão de maneira muito mais valente que nós). Se há pessoas agressivas em torno ou carregadas de maus fluidos, ele se afasta.caminho

Artur da Távola