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A Alma dos Diferentes

07/09/2010

diferentessDiferente não é quem pretenda ser. Esse é um imitador do que ainda não foi imitado, nunca um ser diferente.

Diferente é quem foi dotado de alguns mais e de alguns menos em hora, momento e lugar errados para os outros. Que riem de inveja de não serem assim, e de medo de não agüentar, caso um dia venham a ser.

O diferente nunca é um chato. Mas é sempre confundido por pessoas menos sensíveis. Supondo encontrar um chato onde está um diferente, talentos são rechaçados; vitórias, adiadas; esperanças, mortas.

Os diferentes muito inteligentes percebem porque os outros não os entendem. Os diferentes raivosos acabam tendo razão sozinhos, contra o mundo inteiro. Diferente que se preza entende o porquê de quem o agride.Se o diferente se mediocrizar, mergulhará no complexo de inferioridade.

O diferente paga sempre o preço de estar- mesmo sem querer -alterando algo, ameaçando rebanhos, carneiros e pastores. O diferente suporta e digere a ira do irremediavelmente igual, a inveja do comum, o ódio do mediano.

O diferente começa a sofrer cedo, já no primário, onde os demais, até mesmo alguns adultos, por omissão, se unem para transformar o que é peculiaridade e potencial em aleijão e caricatura. O que é percepção aguçada em: “Puxa, fulano, como você é complicado”. O que é o embrião de um estilo próprio em: “Você não está vendo como todo mundo faz?”

O diferente carrega desde cedo apelidos e marcações, os quais acaba incorporando. Só os diferentes mais fortes do que o mundo se transformaram (e se transformam) nos seus grandes modificadores.

Diferente é o que vê mais longe do que o consenso. O que sente antes mesmo dos demais começarem a perceber. Diferente é o que se emociona enquanto todos em torno agridem e gargalham.

É o que engorda mais um pouco; chora onde outros xingam; estuda onde outros burram. Quer onde outros cansam; espera de onde já não vem; sonha entre realistas; concretiza entre sonhadores. Fala de leite em reunião de bêbados; cria onde o hábito rotiniza; sofre onde os outros ganham.

Diferente é o que fica doendo onde a alegria impera. Aceita empregos que ninguém supõe. Perde horas em coisas que só ele sabe importantes. Engorda onde não deve. Diz sempre na hora de calar. Cala nas horas erradas. Não desiste de lutar pela harmonia. Fala de amor no meio da guerra. Deixa o adversário fazer o gol, porque gosta mais de jogar do que de ganhar.

Ele aprendeu a superar o riso, o deboche, o escárnio, e a consciência dolorosa de que a média é má porque é igual. Os diferentes aí estão: enfermos, paralíticos, machucados, engordados, magros demais, cegos, inteligentes em excesso, bons demais , excepcionais, narigudos, barrigudos, joelhudos, de pé grande, de roupas erradas, cheios de espinhas, de mumunha… Aí estão, doendo e doendo, mas procurando ser, conseguindo ser, sendo muito mais.

A alma dos diferentes é feita de uma luz além. Sua estrela tem moradas deslumbrantes que eles guardam para os pouco capazes de os sentir e entender. Nessas moradas estão tesouros da ternura humana dos quais só os diferentes são capazes. Não mexa com o amor de um diferente. A menos que você seja suficientemente forte para suportá-lo depois.

sou diferente, e vc?

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Resolvido

17/02/2010

Recebi recentemente um comentário sobre um texto antigo que postei aqui sobre amores mal vividos e acabei relendo o dito cujo pra me lembrar do que eu tinha postado e a ocasião. Na época, eu tava passando por uma fase de não conseguir finalizar as coisas. Achar q td estava em suspenso.

Engraçado, como as pessoas evoluem, né?

Hoje posso bater no peito e dizer q tenho orgulho de viver todos os “amores” até a última gota, até o final, até não restar mais nada pra viver e nem incomodar a ponto de se dizer que aquela história ficou inacabada.

Por mais breve ou longa que seja, botar um ponto final bem “sustento” nas histórias é a melhor coisa que se pode fazer. Sabe aquele ponto final bem grande que você olha pra vc mesma no espelho e diz: “Chega, pow! Acabou!“? Pronto. É desse tipo de ponto final que eu tou falando. E num tem Papa, nem Santo, nem Presidente da República que te faça voltar atrás! É quando você sabe exatamente o que você quer na sua vida mas, principalmente, o que você não quer. E se a pessoa em questão não se enquadra no seu “controle de qualidade” você dá tchau e chama o próximo (no meu caso, próximos pq eu quero mesmo é gandaia). E tudo fica devidamente exorcizado. E eu não sou uma sem coração por causa disso. Muito pelo contrário. Meu coração é enorme! Eu só num quero perto de mim nada nem ninguém que me faça mal. A diferença de 2008 pra cá é que, agora, eu sei botar pra correr debaixo de tapa se for preciso.

É engraçado como as pessoas não esperam esse tipo de atitude das outras… talvez elas esperem que as pessoas implorem, tentem chegar num acordo (em outros tempos eu faria isso)… mas eu aprendi com a vida que, certos casos simplesmente não têm acordo! E o povo se choca quando o outro subverte.

Pronto. É assim.

Pow… que orgulho de mim que eu tou… hehehehe…

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Jantar com uma mulher – O 1º encontro

04/12/2009

Quando um homem chama uma mulher para sair, não sabe o grau de estresse que isso desencadeia em nossas vidas. O que venho contar aqui hoje é mais dedicado aos homens do que às mulheres. Acho importante que eles saibam o que se passa nos bastidores. Você, mulher, está flertando um Zé Ruela qualquer. Com sorte, ele acaba te chamando para sair. Vamos supor, um jantar.

Ele diz, como se fosse a coisa mais simples do mundo ‘Vamos jantar amanhã?’.

Você sorri e responde, como se fosse a coisa mais simples do mundo: ‘Claro, vamos sim’.

Começou o inferno na Terra. Foi dada a largada. Você começa a se reprogramar mentalmente e pensar em tudo que tem que fazer para estar apresentável até lá. Cancela todos os seus compromissos canceláveis e começa a odisséia.

Evidentemente, você também para de comer, afinal, quer estar em forma no dia do jantar e mulher sempre se acha gorda. Daqui pra frente, você começa a fazer a dieta do queijo: fica sem comer nada o dia inteiro e quando sente que vai desmaiar come uma fatia de queijo. Muito saudável.

Primeira coisa: fazer mãos e pés. Quem se importa se é inverno e você provavelmente vai usar uma bota de cano alto? Mãos e pés tem que estar feitos – e lá se vai uma hora do seu dia. Vocês (homens) devem estar se perguntando ‘Mão tudo bem, mas porque pé, se ela vai de botas?’ Lei de Murphy. Sempre dá merda.

Uma vez pensei assim e o infeliz me levou para um restaurante japonês daqueles em que tem que tirar o sapato para sentar naqueles tatames. Tomei no cu bonito! Tive que tirar o sapato com aquela sola do pé cracuda, esmalte semi-descascado e cutícula do tamanho de um champignon! Vai que ele te coloca em alguma outra situação impossível de prever que te obriga a tirar o sapato? Para nossa paz de espírito, melhor fazer mão é pé, até porque boa parte dessa raça tem uma tara bizarra por pé feminino. OBS: Isso me emputece. Passo horas na academia malhando minha bunda e o desgraçado vai reparar justamente onde? Na porra do pé! Isso é coisa de… Melhor mudar de assunto…

As mais caprichosas, além de fazer mão e pé, ainda fazem algum tratamento capilar no salão: hidratação, escova, corte, tintura, retoque de raiz, etc. Eu não faço, mas conheço quem faça.

Ah sim, já ia esquecendo. Tem a depilação. Essa os homens não podem nem contestar. Quem quer sair com uma mulher não depilada, mesmo que seja apenas para um inocente jantar? Lá vai você depilar perna, axila, virilha, sobrancelha etc, etc. Mulher sofre! E lá se vai mais uma hora do seu dia. E uma hora bem dolorida, diga-se de passagem.

Dia seguinte.

É hoje seu grande dia. Quando vou sair com alguém, faço questão da dar uma passada na academia no dia, para malhar desumanamente até quase cuspir o pulmão. Não, não é para emagrecer, é para deixar minha bunda e minhas pernas enormes e durinhas (elas ficam inchadas depois de malhar).

Geralmente, o Zé Ruela não comunica onde vai levar a gente. Surge aquele dilema da roupa. Com certeza você vai errar, resta escolher se quer errar para mais ou para menos. Se te serve de consolo, ele não vai perceber.

Alias, ele não vai perceber nada. Você pode aparecer de Armani ou enrolada em um saco de batatas, tanto faz. Eles não reparam em detalhe nenhum, mas sabem dizer quando estamos bonitas (só não sabem o porquê). Mas, é como dizia Angie Dickinson: ‘Eu me visto para as mulheres e me dispo para os homens’. Não tem como, a gente se arruma, mesmo que eles não reparem.

Escolhida a roupa, com a resignação que você vai errar, para mais ou para menos, vem a etapa do banho. Depois do banho e do cabelo, vem a maquiagem. Nessa etapa eu perco muito tempo. Lá vai a babaca separar cílio por cílio com palito de dente depois de passar rímel.

Depois vem a hora de se vestir. Homens não entendem, mas tem dias que a gente acorda gorda. É sério, no dia anterior o corpo estava lindo e no dia seguinte… PORCA! Não sei o que é (provavelmente nossa imaginação), mas eu juro que acontece. Muitas vezes você compra uma roupa para um evento, na loja fica linda e na hora de sair fica uma merda. Se for um desses dias em que seu corpo está uma merda e o espelho está de sacanagem com a sua cara, é provável que você acabe com um pilha de roupas recusadas em cima da cama, chorando, com um armário cheio de roupa gritando ‘EU NÃO TENHO ROOOOOUUUUUPAAAA’. O chato é ter que refazer a maquiagem. E quando você inventa de colocar aquela calça apertada e tem que deitar na cama e pedir para outro ser humano enfiar ela em você? Uma gracinha, já vai para o jantar lacrada a vácuo. Se espirrar a calça perfura o pâncreas.

Ok, você achou uma roupa que ficou boa. Vem o dilema da lingerie. Salvo raras exceções, roupa feminina (incluindo lingerie) ou é bonita, ou é confortável.

Você olha para aquela sua calcinha de algodão do tamanho de uma lona de circo. Ela é confortável. E cor de pele. Praticamente um método anticoncepcional. Você veste a calcinha. Aí bate a culpa. Eu sinto culpa se ando com roupa confortável, meu inconsciente já associou estar bem vestida a sofrimento. Vai que no restaurante tem uma escada e eu tenho que subir na frente dele… se ele olhar para essa calcinha, broxará para todo o sempre comigo…’. Muito puta da vida, você tira a sua calcinha amiga e coloca uma daquelas porras mínimas e rendadas, que com certeza vão ficar entrando na sua bunda a noite toda. Melhor prevenir.

Os sapatos. Vale o mesmo que eu disse sobre roupas: ou é bonito, ou é confortável. Geralmente, quando tenho um encontro importante, opto por UMA PEÇA de roupa bem bonita e desconfortável, e o resto menos bonito mas confortável.. FATO: Lei de Murphy impera. Com certeza me vai ser exigido esforço da parte comprometida pelo desconforto. Exemplo: Vou com roupa confortável e sapato assassino. Certeza que no meio da noite o animal vai soltar um ‘Sei que você adora dançar, vamos sair para dançar! Eu tento fazer parecer que as lágrimas são de emoção. Uma vez, um sapato me machucou tanto, mas tanto, que fiz um bilhete para mim mesma e colei no sapato, para lembrar de nunca mais usar!. Porque eu não dei o sapato? Porra… me custou muito caro. Posso não usá-lo, mas quero tê-lo. Eu sei, eu sei, materialista do caralho. Vou voltar como besouro de esterco na próxima encarnação e comer muito coco para ver se evoluo espiritualmente! Mas por hora, o sapato fica.

Depois que você está toda montadinha, lutando mentalmente com seus dilemas começa a bater a ansiedade. Cada uma lida de um jeito.

Tenho um faniquito e começo a dizer que não quero ir. Não para ele, ligo para a infeliz da minha melhor amiga e digo que não quero mais ir, que sair para conhecer pessoas é muito estressante, que se um dia eu tiver um AVC é culpa dessa tensão toda que eu passei na vida toda em todos os primeiros encontros e que quero voltar tartaruga na próxima encarnação. Ela, coitada, escuta pacientemente e tenta me acalmar.

Agora imaginem vocês, se depois de tudo isso, o filho da puta liga e cancela o encontro? ‘Surgiu um imprevisto, podemos deixar para semana que vem?’

Gente, não é má vontade ou intransigência, mas eu acho inadmissível uma coisa dessas, a menos que seja algo muito grave! Eu fico puta, puta, PUTA da vida!
Claro, na cabecinha deles não custa nada mesmo, eles acham que é simples, que a gente levantou da cama e foi direto pro carro deles. Se eles soubessem o trabalho que dá, o estresse, o tempo perdido… nunca ousariam remarcar nada.

Se fode aí! Vem me buscar de maca e no soro, mas não desmarque comigo! Até porque, a essas alturas, a dieta radical do queijo está quase te fazendo desmaiar de fome, é questão de vida ou morte a porra do jantar! NÃO CANCELEM ENCONTROS A MENOS QUE TENHA ACONTECIDO ALGO MUITO, MUITO, GRAVE! DO TIPO…MORRER A MÃE OU O PAI TER UM AVC NO TRÂNSITO.

Supondo que ele venha. Ele liga e diz que está chegando. Você passa perfume, escova os dentes e vai. Quando entra no carro já toma um eufemismo na lata ‘HUMMM… tá cheirosa!’ (tecla sap: ‘Passou muito perfume, porra’). Ele nem sequer olha para a sua roupa.. Ele não repara em nada, ele acha que você é assim ao natural. Eu não ligo, porque acho que homem que repara muito é meio viado, mas isso frustra algumas mulheres. E se ele for tirar a sua roupa, grandes chances dele tirar a calça junto com a calcinha e nem ver. Pois é, Minha Amiga, você passou a noite toda com a rendinha atochada no rego (que por sinal custou muito caro) para nada. Homens, vocês sabiam que uma boa calcinha, de marca, pode custar o mesmo que um MP4? Favor tirar sem rasgar.

Quando é comigo, passo tanto estresse que chego no jantar com um pouco de raiva do cidadão. No meio da noite, já não sinto mais meus dedos dos pés, devido ao princípio de gangrena em função do sapato de bico fino. Quando ele conta piadas e ri eu penso ‘É, eu também estaria de bom humor, contando piada, se não fosse essa calcinha intra-uterina raspando no colo do meu útero’. A culpa não é deles, é minha, por ser surtada com a estética. Sinto o estômago fagocitando meu fígado, mas apenas belisco a comida de leve. Fico constrangida de mostrar toda a minha potência estomacal assim, de primeira.

Para finalizar, quero ressaltar que eu falei aqui do desgaste emocional e da disponibilidade de tempo que um encontro nos provoca. Nem sequer entrei no mérito do DINHEIRO. Pois é, tudo isso custa caro. Vou fazer uma estimativa POR BAIXO, muito por baixo, porque geralmente pagamos bem mais do que isso e fazemos mais tratamentos estéticos:

Roupa = R$ 200,00
Lingerie = R$ 80,00
Maquiagem = R$ 50,00
Sapato = R$ 150,00
Depilação = R$ 50,00
Mão e pé = R$ 15,00
Perfume = R$ 80,00
Pílula anticoncepcional = R$ 20,00

Ou seja, JOGANDO O VALOR BEM PARA BAIXO, gastamos, no barato, R$ 500,00 para sair com um Zé Ruela. Entendem porque eu bato o pé e digo que homem TEM QUE PAGAR O MOTEL? A gente gasta muito mais para sair com eles do que ele com a gente!

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Ainda é o mesmo amor

08/09/2009

rosa

Ainda é o mesmo amor
Mesmo que tudo acabe
Talvez outro sabor
Talvez outra cidade
Ainda é o mesmo amor
Mesmo que esteja longe
Talvez uma outra cor
Outro ano e ainda é hoje
Sempre o mesmo amor
Ainda que eu misture
Talvez eu vá embora
Talvez eu te segure
Pelas mãos…
E te diga o que eu nunca sei dizer
Eu que não sei falar de amor
Então eu canto pra você
Pra você entender
Que eu tenho mais que mil palavras, mil poemas de amor
Eu tenho um coração e é bom saber
Que ele quase sempre bate por você
Ainda é o mesmo amor
Ainda que sozinho
O mesmo temporal
Talvez outro caminho
Sempre o mesmo amor
Mesmo que pelo avesso
Sem meio, sem final
Talvez outro começo
O mesmo amor
Ainda que eu misture
Talvez eu vá embora
Talvez eu te segure
Pelas mãos…
E te diga o que eu nunca sei dizer
Eu que não sei falar de amor
Então eu canto pra você
Pra você entender
Que eu tenho mais que mil palavras, mil poemas de amor
Eu tenho um coração e é bom saber
Que ele quase sempre bate por você

caminho
Luiz Vendinni (Diesel pop)


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Fase boa

28/08/2009

a-traca

Blog abandonado às traças. Isso significa… fase boa!

Gente… juro que eu não imaginada, há 2 meses atrás, que as coisas iam estar como estão agora.
Ainda continuo resistente à romance porém, tenho me divertido mais, visto mais caras novas, me divertido horroooooooores, estreitado laços de amizade com gente de energia boa… etc, etc, etc… Ou seja, vivendo! E o passado agora é só uma história bem distante, totalmente desassociada de minha pessoa. Uma coisa é certa: encontrei o pai de Alice! Agora é tudo somente uma questão de tempo.

É isso aí… vou afastar um pouco as traças daqui e aparecer mais vezes. Muita coisa boa pra compartilhar.

Dinah Chershire

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Porta entreaberta

03/08/2009

porta-entreaberta

Cortei meus cabelos. No prédio da frente, a moça limpa a janela do quarto andar enquanto o empregado fura a parede do terraço no sexto para colocar um gancho. Provavelmente para pendurar uma rede.

A mãe, dois andares acima, tenta ninar um bebê na varanda que, não gostando do barulho, começa a chorar. Ela entra.

O sol se põe deste lado do oceano. O vento entra pela janela fazendo tilintar o sino dos ventos e o cheiro de capim limão toma todo o quarto.

Enquanto isso, olhando o céu azul ficar cada vez mais alaranjado, sinto meu coração leve e deixo a porta entreaberta para um novo amor entrar.

Voltei a ser eu mesma: aquela doce mocinha romântica que sonha em viver um grande amor.

Dinah Chershire

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Em algum lugar

01/08/2009

lugar

Não guarde mágoa de mim
Também não me esqueça
Talvez não saiba amar
Nem mesmo te mereça
Como as ondas do mar
Sempre vão e vem
Nossos beijos de adeus
Na estação de trem
Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
Que eu quase nem ouço…

Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Em algum lugar
Ainda estamos juntos
Em algum lugar no tempo
Nós ainda estamos juntos
Prá sempre, prá sempre
Ficaremos juntos…

Não tenha medo de mim
Não importa o que aconteça
Não me tire da sua vida
Nem desapareça
Como as ondas do mar
Sempre vão e vem
Nossos beijos de adeus
Na estação de trem
Um gosto de lágrima no rosto
Palavras murmuradas
Que eu quase nem ouço
Que eu quase nem ouço…

caminho
Biquine Cavadão

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Por que eles sempre somem?

30/07/2009

Desequilíbrios energéticos podem explicar dificuldades amorosas

catphone

Ela conhece alguém legal. Percebe afinidades e um clima gostoso quando estão juntos. Eles saem diversas vezes, se falam todos os dias, tudo parece caminhar para um relacionamento mais firme. E então tudo esfria tão rápido que não dá tempo nem de se dar conta. Ele simplesmente some.

Ela se pergunta: “Por que isso sempre acontece na minha vida? O que há de errado comigo? As pessoas dizem que sou bonita, legal, e não entendem como não estou me relacionando com alguém. E eu também não.”

Essa é uma situação bastante comum nos atendimentos que realizo. Normalmente são mulheres aparentemente bem resolvidas, independentes, bem cuidadas, mas com uma interrogação no fundo do seu olhar: qual o meu problema?

Muito frequentemente, as mulheres que trazem essa pergunta são do estilo “muito legal e simpática”. Não conseguimos enxergar defeito nelas, de tão legais que são. Elas ouvem frases como: “você é perfeita”, “você é a pessoa que eu quero ficar junto”, “você é mulher para casar”.

Mas muitas vezes essas mulheres aparentemente perfeitas no nível físico trazem muitos desequilíbrios em padrões emocionais e mentais. Somos todos seres constituídos não só de matéria física, mas de energia sutil. Pensamentos, crenças e emoções, conscientes ou inconscientes também formam nossos corpos energéticos, que não são visíveis ou tão perceptíveis como nosso corpo físico. Portanto, nossas interações com o meio e com outras pessoas não se dão apenas de modo físico, mas também energético.

O pretendente pode não enxergar os desequilíbrios na mulher que julga perfeita. Mas pode, mesmo que inconscientemente, senti-los. Bem provavelmente ele vai pensar “ela é tão legal, bonita, bem resolvida… gostaria de ficar com ela, mas parece que falta alguma coisa, algo não está batendo…”. Ele não consegue explicar a razão de não ter mais vontade de estar com ela, pois racionalmente não há motivos.

Se você se enquadra no estilo “boazinha e legal” pode também estar mascarando uma tentativa consciente ou inconsciente de controlar o outro. Um jogo em que, de alguma maneira muito sutil, tenta obrigar o outro a fazer aquilo que você quer que ele faça. Quer que ele ame você e se comprometa, que diga e faça aquilo que você espera, que ele atenda as suas carências e todas as suas expectativas altíssimas. Às vezes, cria-se um jogo em que ele sente-se quase obrigado a atender às suas expectativas, afinal você é tão legal e fofa que merece ser agradada. E esse jogo escraviza e cansa a outra pessoa, que se sente aprisionada. Energeticamente, seria como se sua energia estivesse abraçando a dele como um polvo, imobilizando-o e controlando-o. Mais uma vez, esse “ataque” pode não ser visível, mas pode ser sentido, de forma consciente ou inconsciente.

A “boazinha” pode também carregar em seus corpos mental e emocional traumas e crenças negativas a respeito de relacionamentos, que procura esconder e abafar dentro de si. Apesar de aparentemente muito simpática, suas energias desarmônicas podem ser captadas pelo outro, que mesmo sem entender porque, vai se desinteressando.

Se você se envolve frequentemente com parceiros que somem sem explicação, saiba que essa situação sinaliza algo dentro de você. Busque através da meditação, ou se sentir necessidade, com ajuda profissional terapeutica, essas questões a serem trabalhadas em você. Durante esse processo pode ser vantajoso ficar sozinha durante um tempo. Não se preocupe se os pretendentes pararem de aparecer, e respeite seu tempo de cura. Quando estiver harmonizada, seu próprio campo energético vibrará de outra maneira, e se encarregará de fazer fluir interações e relacionamentos mais saudáveis.

Fonte: Personare
Texto de: Ceci Akamatsu

Terapeuta energética, faz atendimentos individuais no Rio de Janeiro. Bióloga por formação, se especializou em terapias que promovem a harmonia e o bem-viver.
contato: ceciakamatsu@gmail.com

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Tapa na cara

28/07/2009

girassol

Tava tomando café da manhã no flat (o último dessas férias) e aí vem a Ana Maria Braga tagarelar no meu ouvido:

“Só existe dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e principalmente viver.”

caminho
Dalai Lama

É bom receber essas tapas no meio da cara logo de manhã. Ajudam a gente a acordar sabe? Ajudam a relembrar quem somos e a que viemos.

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Lobo em pele de cordeiro

16/07/2009

lobo

Quando não sabemos quem somos, deixamos entrar na nossa vida pessoas que também não sabemos quem são. Somos facilmente enganados. Caímos em qualquer conversa bonita. Nos encantamos com qualquer ato de carinho mesmo que falso. Nos deixamos levar por qualquer história mal contada.

Acreditamos que um rostinho bom e uma certa timidez é sinal de bondade quando, na verdade, o cordeiro esconde um lobo embaixo de sua pele. Os bonzinhos são os piores! Creia!

Quantas vezes já não fomos enganados por pessoas dissimuladas?
Quantas vezes já fomos acusados de sermos os vilões, tivemos o dedo apontado bem na nossa cara e não nos demos conta que existiam outros três dedos apontando para o nosso próprio acusador?

É fácil descobrir que é o mocinho e quem é o vilão da história. Basta olhar quem mais se prejudicou e ver quem foi o causador. Simples assim.

Eu já passei por isso e posso dizer que sem essas coisas, eu não seria quem sou hoje. E sem as novas experiências que ainda vou viver, eu não melhorarei em nada.

Já me meti com gente falsa, com gente hipócrita, com gente dissimulada, com gente que não valia um vintém!!! O que ganhei? Experiência.

O que mais? A percepção de saber quem devo e quem não devo ter por perto. A sabedoria em distinguir as pessoas que realmente têm a acrescentar das que não precisam estar perto pelo simples fato de não servirem pra nada além de treino.

Que venham mais falsos, hipócritas, idiotas e imbecis na minha vida. É com trates como vocês no meu caminho que eu subo e me torno cada vez melhor. Obrigada por ter tido o desprazer em conhecê-los.

Dinah Chershire