Archive for outubro \31\UTC 2008

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Happy Halloween!!!

31/10/2008


Doces ou travessuras? Eu fico com as travessuras porque doces têm muitas calorias, tá? Hohohoho…

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Macaron

31/10/2008

AAAAAAAAAAAAAAAMMMMMMMOOOOOOO!!!

MACARON DE AVELÃ
Receita de Fabrice Lenud

INGREDIENTES PARA A MASSA

280 g de açúcar de confeiteiro
160 g de farinha de amêndoa
130 g de claras de ovos
30 g de açúcar comum

MODO DE PREPARO

Numa tigela, peneire o açúcar de confeiteiro e a farinha de amêndoas. Bata as claras com o açúcar até obter um suspiro bem firme
Aos poucos, e com delicadeza, incorpore a mistura peneirada
Coloque uma folha de silicone sobre uma assadeira e ponha-a dentro de outra assadeira
Com um saco de confeitar e bico liso médio, pingue a massa com distância de 5 cm entre os macarons
Leve imediatamente ao forno pré-aquecido, moderado (200ºC), durante 10 minutos
Retire a assadeira de baixo e asse por mais 5 minutos. Retire do forno e deixe esfriar
Com uma espátula, retire os macarons da assadeira e recheie

INGREDIENTES DO RECHEIO DE AVELÃS

200 g de claras
400 g de açúcar
600 g de manteiga cortada em cubinhos
100 g de pasta de avelã (praliné ou Nutella)
150 ml de água
Em uma panela, leve o açúcar e a água a ferver até 121ºC (ponto de bala)
Enquanto isso, bata as claras e junte a calda aos poucos, continuando a bater até esfriar
Batendo sempre, junte os pedacinhos de manteiga aos poucos
Por fim, misture a pasta de avelã

Obs. Os macarons recheados podem ser conservados no freezer por uma semana

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Admirador nada secreto

30/10/2008

Mas rapaz… agora tem um admirador nada secreto, muito menos discreto, na minha cola. Num é que o vizinho do prédio da frente, por falta do que fazer eu acho, passa hooooooooooras pendurado na janela olhando aqui pra dentro de casa? Num posso botar a cabeça na varanda que a criatura surge. Aliás, ninguém aqui pode botar a cara pra fora que ele surge! Povo tarado… num posso mais nem andar à vontade dentro de casa… Acho q vou mandar vedar tds as janelas e colocar um ar-condicionado central na casa. Boa desculpa pra me livrar desse maldito calor…

Mas olha que coisa mais linda, mais cheeeeeeira de graça… Kkkkkkkkkkkk!!! Comédia foi tirar essa foto sem ser notada. Imagine a pessoa aqui engatinhando entre as plantas até o terraço… pronto… kkkkkk!!!

A foto do “menor” infrator…

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Chegaram mais livrinhos!

30/10/2008

Pronto. Agora posso dizer que minha coleção de Saramago (pelo menos dos prediletos) já tá quase completa. Chegaram mais 2 livrinhos dele e um do Gabriel Garcia Marquez. Agora a pessoa larga de vez esse mundo virtual e se joga na literatura e no trabalho apenas.

Tem gente que gasta dinheiro com salão pra fazer alisamento de 400 reais… eu tenho cabelo liso. Tem gente que gasta dinheiro com bebida… eu detesto o sabor do álcool. Tem gente que gasta dinheiro dos outros… eu gasto o meu mesmo. Por isso que eu prefiro gastar com livros. E onde quer que eu vá, eles vão ter que ir todos atrás de mim. E viva o excesso de bagagem!

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Livro de Miss

29/10/2008

Estou lendo e me surpreendendendo. Li quando criança, vi o filme quando criança mas não entendi o que era pra entender. Hoje entendo. Meus capítulos preferidos são o IX e o XXI. Leia também clicando aqui.

Não é sem apreensão que os amigos do Petit Prince o vêem, caído em terras do Brasil, correr aqui sua aventura. O homem de Estado, o homem de negócios, o geógrafo e até mesmo o guarda-chaves (sem suspeitar que são entrevistados no livro) afastarão o volume com desdém: – livro para crianças!

Sem dúvida, as crianças o acolherão de braços abertos, porque elas são capazes de compreender tudo, mesmo os livros para gente grande. Pois temos a certeza de que se trata de um livro – e urgentíssimo! para adultos. “O Pequeno Príncipe” é uma fábula. Ou, se preferirmos, uma parábola.

Não é um livro para crianças, porque traz justamente a mensagem da infância, a mensagem da criança. Essa criança que irromperá de repente no deserto do teu coração, a milhas e milhas de qualquer região habitada, – e na qual reconhecerás (ó prodígio!) os teus olhos, o teu riso, a tua alma de há vinte ou trinta anos. A menos que não queiras ver, a face do Pequeno Príncipe, a face de um outro, coroada com espinhos de rosa…

Este livro é também um teste. É o verdadeiro desenho número 1. Se não o quiseres compreender, se não te interessares pelo seu drama, aqui fica a sentença do Príncipe: – “Tu não és um homem de verdade. Tu não passas de um cogumelo!caminho

Antoine Saint-Exupéry

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Descobertas de uma vida

28/10/2008

CLARICE LISPECTOR / Trechos de “A Descoberta do Mundo”, expostos
no Museu da Língua Portuguesa (Estação da Luz, São Paulo)

Com 1 ano comecei descobrir o mundo.
Aos 3 anos aprendi a ler.
Com 5 anos descobri que Papai Noel e o Coelhinho da Páscoa não existem.
Com 10 anos descobri que existem outros meninos além dos primos.
Aos 13 descobri que não precisava fazer as coisas pra agradar ninguém. Inclusive Balé Clássico.
Com 15 anos descobri que Coca-Cola faz mal mas, mesmo assim continuei a beber.
Aos 17 anos tive certeza de que os homens são uns idiotas.
Aos 18 anos descobri que não é difícil entrar numa Universidade
Com 19 anos aprendi que nem tudo que reluz é ouro.
Aos 20 aprendi que nunca é tarde pra recomeçar.
Aos 22 descobri como é difícil sair de uma Universidade!
Com 23 anos descobri que as pessoas são egoístas.
Com 25 aprendi que a vida pode ser uma grande e interminável festa.
Aos 28 anos aprendi que dá pra ganhar dinheiro fazendo o que se gosta.
E aos 29 anos descobri que o amor romântico só existe na ficção.

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Não esquecer mas, superar!

27/10/2008

O texto é fantástico. Por isso foi devidamente “larapiado” do blog da Sahamia.

A verdade é uma só, garotas: a gente não esquece pessoas que foram tão importantes na nossa vida, mesmo quando elas nos fizeram sofrer como o cão.
A boa notícia é que a gente não esquece, mas supera. E se lembra de outras coisas: de como somos fortes e merecemos mais. Lá na frente, fica difícil lembrar porque pastamos tanto, e as boas recordações se transformam em fotos num álbum da memória, que você vê sorrindo – mas depois guarda de novo no fundo do armário e segue a vida.Como se faz isso? Enfrentando. Dói muito perder um amor, seja levando um fora, seja desistindo dele. O Caio Fernando Abreu, um escritor gaúcho, disse uma vez que a dor de perder alguém em vida é pior do que a dor da morte, porque é o nunca mais de alguém que se poderia ter, já que está vivo e por perto.

A gente costuma só fazer bobagem nessa hora. Planejamos vinganças que nunca iremos concretizar – ou, pior, que tentamos. Fazemos piada, apontando todos os defeitos que, enquanto estavam ao lado, não incomodavam tanto assim. Arranjamos outros casos ou beijamos estranhos na balada. Temos recaídas, ligamos pra dizer as coisas que ficaram no ar, cedemos sob a ilusão de que foi só dessa vez, ou que é só sexo, ou que foi a última. Ficamos obcecadas em pensar no que deu errado, no que poderíamos ter feito, no que deveríamos esclarecer. Dizemos que nunca mais, quando sabemos que, no fundo, queríamos dizer sim. E por aí afora.

Digo isso porque, bem, já tentei esquecer uma boa meia dúzia de pessoas. E não fica mais fácil a cada novo fim, e cometo as mesmas bobagens, sabendo que não deveria. Esquecer é impossível, mas conviver com as lembranças às vezes dói tanto que é mais fácil voltar atrás. Engano. Não é. Devem existir exceções, que não conheço pessoalmente, mas na maioria das vezes o fim é o fim, e qualquer tentativa de recuperar o tempo, o afeto ou os sonhos perdidos só nos arrasta ladeira abaixo.

Pois bem. Número um( e a mais importante): assuma a dor. Coisas morrem quando se perde um amor: aquela parte da gente que acreditava no final feliz, a paixão que parecia tão certa, os momentos felizes que não se repetirão, a companhia com quem nos habituamos. Tentar se enganar com soluções práticas do tipo cortar o cabelo e comprar roupas novas, ou cair nos discursinhos de sou-mais-eu não tapa o buraco. Melhor dizer, em voz alta, pro espelho e para quem mais puder ouvir, que sim, estamos sofrendo. Chorar, gritar, socar o travesseiro. E nos dar esse tempo de luto, feito de silêncio, de reflexão, de recolhimento – e não de gestos impulsivos movidos pelo desespero, que não podem trazer de volta quem se foi nem nos fazer sentir melhor a longo prazo.

Depois, vem a reconstrução. Quando vivemos próximas demais de alguém, a vida muda, fica dupla. É hora de lembrar nossas necessidades. Quais eram nossos planos antes da história começar? O que deixamos para trás nessa relação? Não precisamos ter alguém ao lado para estar inteiras. Esse buraco que fica é um vazio só nosso, que preenchemos com pessoas a título de amor. Errado. Precisamos tapá-lo sozinhas, resolvendo nossas carências, enfrentando nossos medos, nos tornando pessoas completas. Por nós e pelas nossas próximas relações: quem precisa de alguém para ser feliz não o será, nem sozinha, nem com companhia nenhuma.

E sim, táticas práticas, como tirar as lembranças de perto, ir a lugares que não estão marcados pela história, mudar de sala, de emprego, de cidade até, arranjar um caso novo, isso tudo pode ajudar por um tempo. Mas não podemos fugir de nós mesmas, e nenhuma mudança externa resolve se não evoluímos por dentro. Pode-se aprender com a perda, mas somos nós quem temos que tirar essa lição.

Quanto tempo leva? Tudo demora quando temos pressa, mas tenho uma teoria. Uma vez fui a um endocrinologista, querendo emagrecer dez quilos nos dois meses que faltavam para o verão. Ele me perguntou quanto tempo levei para engordar. Um ano, respondi. E o que ouvi foi o seguinte: você não vai conseguir perder dez quilos de forma saudável – e permanecer magra – em um tempo menor do que aquele que levou para engordar. Seu corpo e sua cabeça precisam de tempo para se adaptar a um novo estilo de vida.

Pensando nas minhas histórias de fim, percebo que para superar levei o mesmo tempo que precisei para chegar ao auge da paixão. Às vezes uns meses, às vezes anos. E, como nas dietas, tive que dizer não para mim mesma – e para os outros – muitas vezes. Como nas dietas, pensei em desistir, dar uma escapadinha ou fazer loucuras. Mas, quando acreditei que a vida de antes não valia mais a pena, consegui reunir forças para continuar. E cheguei lá: sem a dor dos homens que perdi, sem os quilos que ganhei. Boa sorte.caminho

Anna O.

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Continuarei tentando sem saber se conseguirei.